BATEKOO RJ recebe, na terceira parte do seu aniversário de 1 ano no Rio de Janeiro, o rapper não-binário, gender-queer, post-homo-pop...Mykki Blanco!

Negro, gay, rapper, soropositivo, ativista, poeta e performer, o artista segue desconstruindo padrões e se opondo através da musica, cantando e rimando sua arte preta e lgbt.


Lineup:
Mykki Blanco
Carlos do complexo
Ønírica
DJ Garota (Afrofunk Rio)
Gabriela Ziriguidum
TWINSHIT
BBDANY
BBWJU

Local:
Duplex Club
Rua Sacadura Cabral, 147 - Saúde, Rio de Janeiro - RJ, 20081-261

Produção: Batekoo

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Um corajoso artista no seu desafiador, porém melódico, ápice, Mykki Blanco lança seu álbum de estréia “Mykki” (Produzido por Wookid e Jermiah Meece) em 16 de Setembro no Dogfood Music Group / !K7.

Mykki Blanco passou por muitas metamorfoses. A estrela multifacetada foi um ator mirim que, na adolescência, fundou um coletivo de arte performática. Fugiu de casa, ganhou bolsas de estudos para duas prestigiadas escolas de arte, porém largando-as mais tarde conforme ele percebia que “o mundo da arte é só um grande esquema para pessoas ricas” – uma idéia abordada na faixa "High School Never Ends”, escrita com Woodkid, que estreou no FADER em Maio.

Encontrando a fama primeiramente como um ousado poeta rapper de noise, ele publicou um livro 'From The Silence Of Duchamp To The Noise Of Boys'; O que começou como um video-art sobre um "drag adolescente rapper" se transformou em 2 anos de Mykki vivendo como uma mulher transgênero em sua vida pessoal. Embora não transicionando na época, Mykki Blanco se transformou, com as experiências da vida real assim como artisticamente, no artista musical não-binário, gender-queer, post-homo- que vemos diante de nós hoje em dia.

Nem é preciso dizer que é impossível definir Blanco, assim como suas canções únicas não são exceção. Reunindo um vasto número de seguidores online com uma projeção sábia e selvagem na mídia, Mykki é celebrado online como uma princesa guerreira digital que reina através da cena musical underground com mixtapes como ‘Gay Dog Food’, hits cults como ‘Kingpinning’ e vídeos sensacionais como ‘Coke White’, ‘Starlight’, ‘The Initiation’, ‘Wavvy’ e ‘Haze Boogie Life’. A obra de Blanco até agora tem sido consagrada como afiada, a frente de seu tempo e algumas vezes deliciosamente não convencional. Ainda assim, esse álbum parece deixar muito do caos para trás, tomando um outro rumo a favor da melodia e musicalidade enquanto Mykki se revela cada vez mais como um nome a ser levado a sério no meio musical.

“Eu percebi que como artista, preciso focar em mim mesmo e no meu trabalho. Discussões com pessoas online me distraem disso. Eu costumava ter problemas com a mídia tentando me definir, como Drag Queen, como travesti, rapper homossexual ou pop star transexual soropositivo, mas a maioria das pessoas que querem rotular e meus verdadeiros fãs sabem quem eu sou e pelo que estou aqui.”

No entanto, o velho Mykki Blanco, que gosta de deixar a internet sem dormir, nunca está muito longe. ‘Foda-se ser moderado!’ lança Mykki no início de ‘Fendi Band’, uma faixa pervertida envolvendo fitas isolantes, algemas e chicotes. Mykki dá a cara a tapa em ‘My Nene’, sobre violência sexual, antes de dissipar e uma espiral de cinismo em ‘The Plug Won’t’, um hino sobre a face enganadora da cultura club. ‘Shit Talking Creep’ é uma ousada combinação de hip hop e políticas globais, jogando uma luz sobre o ódio e a intolerância na Russia, comentando sobre a hipocrisia envolvendo o grande consumo de pornografia gay no país. ‘For The Cunts’ é uma faixa auto-consciente e irônica sobre o hype envolvendo o artista e suas consequências. Enquanto isso, ‘Rock n Roll Dough’ soa como uma antiga faixa de Snoop Dog ou um clássico de Gwen Stefani. ‘You Don’t Know Me’ toca na soropositividade publicamente assumida de Mykki enquanto determina sua vontade de não ser definido injustamente por essa realidade.

As referências de Mykki Blanco são tanto futuristas como passadas, um misto de referências culturais, anedotas espirituais, marcas de grife, marcas de maquiagem, jargões hippies, Fendi aqui e Snapchat ali – tudo refletindo perfeitamente o criativo diálogo digital no qual vivemos. O que se destaca acima de tudo isso em ‘Mykki’ é a musicalidade, melodia e profundidade, que ajuda Mykki Blanco a dar luz à um álbum peso pesado sobre empoderamento feminino, a descoberta de uma ‘segunda alma’, dando voz aos marginalizados e desenhando um ponto de interrogação que corte cada vez mais fundo.

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